Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 05/08/2020
O século XIX permeou o surgimento de novas correntes científicas, como o Darwinismo, que revelava a ação da seleção natural no meio ambiente, buscando o desenvolvimento do ser por meio da adaptação. De maneira análoga, para uma nação superar as dificuldades é necessário o processo de adequação. Desse modo, a má influência midiática e a inaplicabilidade legislativa são fatores que contribuem para a manutenção da violência doméstica.
Em primeiro plano, pode-se perceber, como impasse à consolidação de uma solução, a errônea participação dos meios de comunicação. Conforme Pierre Bourdie, o que foi criado como meio democrático não deve exercer papel de opressão. Nesse viés, a mídia negligencia o debate acerca da agressão no âmbito do lar, o que faz com que a situação não seja denunciada, perpetuando práticas abusivas e de caráter danoso, como a crueldade física ou psicológica. Nessa perspectiva, não há como evoluir diante da irresponsabilidade dos setores competentes da sociedade.
Ademais, lacunas legislativas são fatores determinantes para persistência do problema. Segundo o escritor Gilberto Dimenstein, em sua obra “O Cidadão de Papel”, nem sempre as leis presentes nos documentos oficiais nacionais são cumpridas, verificando-se um respaldo que encontra-se só no papel. Esse cenário é presente no Brasil, especialmente na situação de violência. Dessa maneira, apenas parte dos cidadãos conseguem usufruir do direito à segurança em seu cotidiano, gerando a segregação desses indivíduos dentro da própria casa. Assim, medidas devem ser tomadas pelo Poder Público.
Portanto, é necessário que o Ministério da Educação e o dos Direitos Humanos e da Mulher ajam em parceria e criem eventos e palestras, além de ampliar as preexistentes, por meio de uma divulgação nas redes sociais e nas instituições públicas para aumentar o conhecimento a respeito do tema, em que será possível entender a necessidade de combater a violência com o apoio de psicólogos. Feito isso, será possível ampliar as possibilidades destinadas aos brasileiros, para, assim, verdadeiramente promover benefícios aos cidadãos.