Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 05/08/2020

Em consonância a Declaração Universal dos Direitos Humanos -DUDH, a Constituição Federal Brasileira prevê a todo cidadão o direito à vida e à segurança, independente de gênero, raça ou crença. No entanto, tal sistema dificilmente é cumprido, visto a violência doméstica no Brasil, evidenciada durante a quarentena para a redução da propagação viral do COVID-19. Nesse ínterim, urge compreender de que forma a cultura do patriarcado contribui para o aumento do número dos casos da violência.

Em primeiro plano, convém destacar a forte carga cultural relacionada à problemática. À guisa da socióloga Ruth Benedict, a cultura é a lente pela qual o indivíduo enxerga o mundo. Sob tal ótica, é notório que, em decorrência ao patriarcado ser sustentado na sociedade, da Antiguidade até a Contemporaneidade, faz com que o homem use da agressão para se sentir no poder. Como resultado, conforme dados divulgados pela “Folha de São Paulo”, a cada 4 minutos 1 caso de agressão é registrado. Dessa forma, a quarentena evidencia a manutenção da misoginia, quando há a convivência com indivíduos propensos à praticar tais atos.

Outrossim, segundo o físico Isaac Newton, toda ação gera uma reação. Consoante ao pensamento do estudioso, é sabido que, decorrente ao isolamento social, houve o aumento dos casos de violência doméstica no Brasil. A exemplo disso, de acordo com o portal “G1”, só no Rio de Janeiro, a polícia registrou um aumento de 50% desses casos. Nessa lógica, pelo aumento da convivência há o aumento de atritos dos parceiros para com as companheiras, consequentemente resulta em um maior número de agressões.

Dessarte, é mister que o Estado tome providências para mudar o quadro atual. Para a resolução do impasse, urge que o Governo Federal implemente, por meio de verbas governamentais, campanhas educativas a serem propagadas na mídia, no rádio e na televisão, que abordam a respeito da violência doméstica e suas consequências, a fim de promover a mudança no comportamento dos cidadãos. Desse modo, as promessas da DUDH serão cumprida e o número dos casos de violência doméstica no Brasil se distanciará da realidade.