Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 06/08/2020

Como a quarentena trouxe o aumento dos casos de violência doméstica

Um levantamento sobre a violência doméstica entre os meses de março e abril deste ano, durante a pandemia, apontou que os casos de feminicídio no país aumentaram em 5% em relação ao mesmo período em 2019. Isso está acontecendo devido à necessidade das pessoas ficarem em casa, fazendo com que as vítimas passem mais tempo com seus agressores. A violência doméstica é um crime que, apesar de não ser tão simples, deve ser  denunciado e combatido.

Com o início da pandemia e, consequentemente, do isolamento social, muitas vítimas vêm deixando de denunciar os casos de violência. Se especula que as principais causas dessa diminuição de denuncias se deve ao medo de encarar a rua em meio à pandemia e o sentimento constante de perigo na própria casa dificultam a busca por ajuda. De acordo com Conceição de Andrade, superintendente geral do Instituto Maria da Penha “A violência doméstica não diminuiu, ela está mais privada do que nunca. A mulher que vive com um agressor já vivia isolada, agora ela está praticamente em cárcere privado”.

Em contrapartida, pode-se observar uma maior ação dos órgãos públicos com relação a diminuição da violência doméstica, criando campanhas que buscam estimular as denúncias (como a campanha “Sinal Vermelho”) e a ampliação dos tipos de delito que podem ser denunciados pela internet, sem que a vítima precise sair de casa para prestar queixa presencialmente na delegacia. (Por enquanto, o boletim eletrônico só pode ser feito para crimes contra a honra, os de injúria, calúnia e difamação.)

Para resolver grande parte dos problemas relacionados à violência doméstica no Brasil, se deve começar, o mais rápido possível, campanhas que ajudem na autoestima da vítima, mostrando que ela é forte e capaz de denunciar os casos de violência, sempre dando o apoio que ela merece. Além disso, amigos e vizinhos devem estar sempre alertas para algum “movimento suspeito”, denunciando-os ao 180 e oferecendo ajuda as vítimas que precisam.