Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 06/08/2020
As Marcas do “Amor”
“Ordem e Progresso” marcam a nossa bandeira. Agressões físicas, psicológicas e sexuais. Mães, filhos e idosos sob o domínio do medo marcam a sociedade brasileira, que se encontra refém do machismo, culpando as vítimas pelas agressões. Essa realidade é notória antes mesmo do isolamento social ser iniciado, seja pela falta de apoio governamental ou pela ineficácia de incentivo as denúncias.
Em primeiro plano cabe-se uma avaliação sobre a constituição de 1988 que se baseia no bem-estar social, mas esta constituição está cada vez mais ofuscada já que o governo não cumpre seu papel como agente fornecedor de segurança tendo em vista que muitas mulheres e crianças não possuem essa oportunidade. Segundos dados da IBDFAM (Instituto Brasileiro de Direito de família) brigas entre casais aumentaram em 431% durante o isolamento. Um número alarmante que apesar de esforços e campanhas, tende somente a crescer.
Nesse contexto ressalta-se ainda a falta de incentivo para as denúncias, cartazes com números já não bastam para mudar uma sociedade perdida em covardia. Consoante ao filosofo italiano Benedetto Croce “ A violência não é uma força, mas fraqueza, nem nunca será criadora de coisa alguma apenas destruidora. ” e no atual momento está destruindo muitas das famílias brasileiras. Se faz necessário atitudes mais solidárias que um simples papel com número de telefone.
Portanto o governo federal com todas as delegacias estaduais e delegacias para mulher devem trabalhar juntas, criando redes de observações e postos policiais em bairros com alto índice de violência doméstica juntamente com rodas diárias. Faz se mister ainda o apoio familiar como também psicológico através de fundações para qualquer vítima de violência doméstica. Desta forma será possível que haja ordem e progresso que está escrita na bandeira nacional.