Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 09/08/2020

Em 7 de Agosto de 2006, a lei Maria da Penha foi sancionada e ganhou esse nome devido à  luta de uma farmacêutica -a qual teria esse nome- que foi agredida e quase morta pelo seu marido. Nesse sentido, infelizmente, mesmo depois da reformulação das leis e políticas em relação à violência doméstica ,muitas mulheres, assim como Maria, continuam sendo ameaças e maltratadas(fisicamente e psicologicamente),ainda mais em tempos de quarentena, as quais fomentam o problema por conta da ineficácia das autoridades em correlação aos crimes e também, consequentemente,pela ausência de denúncias.

De início, cabe ressaltar que as autoridades responsáveis pelas denúncias e crimes cometidos contra mulheres na quarentena, obtiveram um aumento, por conter falhas.Dessa forma, entende-se que mesmo após a denúncia ser feita, a proteção dessas vítimas, na maioria das vezes, não é 100% efetivada, pois o agressor- caso não seja preso- poderá ir atrás da vitima e machuca-la, porque há uma falha na proteção dessas mulheres, do qual é responsabilidade dessas autoridades. Destarte, de acordo com o site de notícias Portal G1, os índices de casos de violência doméstica cresceram gradativamente desde o início da pandemia e, apesar das denúncias serem feitas, os agressores não deixam de achar um jeito de perseguir e agredir essas mulheres.

Além disso, também vale destacar que nem toda mulher na qual sofreu alguma violência, sendo ela física ou psicológica, na quarentena, faz a denúncia.Dito isso, depreende-se como a carência de casos relatados é afetada porque muitas vítimas tem medo, não te apoio( de amigos ou família) ou dependem financeiramente do agressor, o que, por conseguinte, gera um número alto de subnotificações. Consoante, segundo a Conceição de Maria, cofundadora e superintendente-geral do Instituto Maria da Penha, é importante informar como identificar casos de violência, e como intervir e dar apoio às vítimas, para que assim a denúncia seja feita e os casos de subnotificação diminuam.

Portanto, compreende-se que o aumento de casos de violência doméstica durante a quarentena no Brasil, precisam ser solucionados. Por isso, cabe aos órgãos de Segurança Pública(delegacias de polícia especializada), proteger às vítimas, por meio de rondas feitas perto de suas casas e o seu acompanhamento(para saber o seu bem estar e se o agressor não entrou em contanto virtualmente ou pessoalmente), por meio de um aplicativo programado para alertar qualquer situação suspeita ou de extrema urgência, a fim de proporcionar segurança à essas mulheres vítimas de violência. Outrossim, cabe às mídias sociais( Facebook, Instagram, Twitter), promover campanhas sobre a importância da denúncia desse casos( como fazer, por onde e à quem pedir apoio),a fim de evitar o aumento.