Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 10/08/2020

O livro “No Escuro” conta a história de um homem que, aos poucos, vai se tornando abusivo com sua namorada, até chegar ao ponto de mantê-la como refém na própria casa. Bem como ele, muitas pessoas se aproveitam do isolamento social imposto pela pandemia do corona vírus para praticar violência com suas parceiras. Desse modo, a quarentena aumenta as brigas entre casais, podendo levar a agressões, e, ao mesmo tempo, dificulta que as vítimas busquem ajuda.

Primeiramente, é preciso esclarecer que o isolamento faz com que as pessoas fiquem dentro de casa e, com medo da doença, elas passam a ter mais desentendimentos devido ao estresse. De acordo com o Uol, a Polícia Militar de São Paulo registrou crescimento de 44,9% nos casos de agressão a mulheres e 46,2% nos de feminicídio durante a quarentena. Logo, percebe-se que a ansiedade e o cansaço mental decorrentes da pandemia  refletem em um aumento de brigas entre casais e, consequentemente, elevam os casos de violência doméstica.

Além disso, o isolamento social dificulta a busca das vítimas por ajuda, já que, dentro de casa, os agressores têm um maior controle sobre suas parceiras. Por exemplo: no filme “O Homem Invisível”, a protagonista é mantida em cárcere total por seu  marido e precisa dopá-lo para conseguir fugir. Dessa forma, nota-se uma maior facilidade de homens abusivos a manter suas companheiras em cárcere no período de quarentena.

Sendo assim, é preciso combater a violência doméstica durante o isolamento social. Para isso, cabe ao Governo, através do Ministério da Cidadania, veicular campanhas nos grandes meios de comunicação informando a população acerca da gravidade das agressões contra a mulher, além de dispor canais específicos para receber queixas, com o objetivo de aumentar o número de denúncias e prender os agressores. Só assim as mulheres poderão se sentir mais seguras.