Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 10/08/2020
A série, As Telefonistas, exibida pela Netflix aborda temáticas voltadas para a luta feminina, dentre elas a batalha contra a violência a mulher. Fora da ficção, é fato que o contexto apresentado pela trama não foge da realidade atual, de maneira preocupante a quarentena no Brasil obteve como resultado o agravamento no número de casos registrados, por outro lado, uma soma desmedida de mulheres impossibilitadas de denunciar.
Em primeira análise, é importante destacar o alarmante crescimento de agressões destinadas a mulheres durante o período de isolamento social. De acordo com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos a quantidade de denúncias de violências contra o sexo feminino cresceu em 40% em comparação ao mesmo espaço de tempo no ano anterior. É chocante e inadmissível que apesar das punições destinadas tais crimes de violência os culpados ainda saim impunes e livres para voltar a comete-los.
Ademais, em detrimento do isolamento social uma vasta porcentagem feminina é impedida da possibilidade de denúncia e vivem em uma especie de cárcere. Apesar da inciativa mundial de assistência as vítimas, como, a da rede varejista Magazine Luiza a qual criou em seu aplicativo de compras um botão para denúncia de forma disfarçada, têm-se como dados da própria loja que a maioria das agredidas não conseguem realizar tal feito.
Para que a série as Telefonistas não retrate mais uma realidade atual, portanto, faz-se imperiosa a implementação de leis e punições mais rigorosas para os agressores físicos e psicológicos por parte do Poder Legislativo, e as forças de segurança pública cabe maior atenção e preparo para percepção dos mínimos sinais de violência. Espera-se com isso que os casos de violência doméstica diminuam não só em meio a quarentena, mas durante todo o tempo.