Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 15/08/2020

A Lei Maria de Penha - 11.340 de 2006 - foi sancionada com o objetivo de criar mecanismos para coibir a violência contra mulher. Porém, na situação atual de pandemia, foi adotado o isolamento social para conter o número de infectados da covid-19. Contudo, os efeitos sociais são muitos e entre eles o agravamento da violência doméstica.

Em primeira análise, cabe apontar que devido ao seu gênero, todas as mulheres, independente de idade ou raça, têm a possibilidade de serem violentadas. De acordo com o site G1, mais de 500 mulheres são agredidas a cada hora no Brasil. Diante disso, é nítido que essa cultura machista já está enraizada na nossa sociedade a anos, tornando a violência um ato comum no nosso corpo social, fazendo que alguns homens adotem a mulher como um sinônimo de fraqueza e submissão.

Outrossim, é importante ressaltar que, na pandemia os casos de violência doméstica se intensificaram. Nesse momento de quarentena, famílias passam o dia todo no mesmo ambiente, em uma convivência forçada que pode exacerbar tensões. Segundo a pesquisa feita pelo Ministério da Mulher, cresceu 9% nas denúncias realizadas no disque 180, destinado a denúncias de violência doméstica. Visto que, a fuga da situação de violência torna-se ainda mais difícil, por conta da restrição de serviços e de movimentação na quarentena, assim, a uma dificuldade de denunciar os agressores.

Em suma, torna-se evidente que a violência doméstica durante a quarentena está fazendo diversas vítimas. Nesse sentido, com o intuito de reverter essa problemática é necessário que o Ministério da Educação crie projetos nas escolas que desestruture o desestruture o estereótipo que o homem é superior a mulher, quebrando a cultura do machismo. Ademais, cabe o Ministério da tecnologia junto ao Ministério da Mulher desenvolva uma plataforma que denúncias do tipo podem ser feitas pela internet, disponibilizando um chat para que as vítimas conversem diretamente com policiais.