Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 19/08/2020
Em Agosto de 2006, foi aprovada uma lei pelo ex presidente da república, Luis Inácio Lula da Silva, que nela aborda mecanismos para prevenir e coibir a violência doméstica e familiar contra mulher – ela é chamada ‘‘Lei Maria da Penha’’. Entretanto, no período da quarentena a violência tem persistido em diversos lugares, tendo o aumento de 55,1% de atendimento especializados à mulheres vitimas em decorrência aos casos de agressões.
A persistência desse caso acontece pelo fato de muitos cidadães passarem pano em agressores e evidência que a culpa é da vitima, ou seja, há uma distorção de papeis. O período da quarentena só afirmou que a falta de rotina causa prejuízos, e um deles é a “violência doméstica”– pois, a convivência familiar é intensificada, com isso é gerado grandes tensões. Segundo “Nelson Mandela, devemos promover acordo onde existe conflito”, isto significa, que é necessário existir mais dialogo entre ambas as partes, dessa forma existira mais acordo e o âmbito familiar será mais desejado.
Durante o período de quarentena, o aumento está em uma escala crescente com o aumento de 55,1% no atendimento especializado para vitimas, que o total de amparo é mais de 6 775 para mais de 9 817. Essas estatísticas enfatizam o caráter do agressor de que não haverá consequências. No entanto, a Lei Maria da Penha é acionada em todos os casos, trazendo soluções para as violentadas. A frase de “Nelson Mandela, que fala sobre promover a coragem onde há medo”, aponta que a Lei é o ânimo e a bravura para buscar os direitos proposto desde 2006.
Por tanto é necessário que as autoridades tomem providências para resolver o quadro que persiste durante anos e se agrava durante a pandemia. Para que a violência doméstica diminui é preciso que tenha urgência, que o governo, mídia, sociedade, ONGs façam divulgações, meios mais rígidos de proteção, multas por meio de canais, redes sociais, intensificação de campanhas como “Sinal Vermelho” na palma da mão.