Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 31/08/2020

Durante a Idade Antiga via-se, em suma, a destinação do homem em cumprir o seu papel em guerras e das mulheres por zelarem a família e a casa. Hodiernamente, entretanto, as perspectivas de mudanças são mínimas e a mulher continua representando o reflexo do pilar de uma família; diminuindo-a a somente esse caráter e tornando-a propensa à violência doméstica.

Em uma primeira análise, destacando a concepção de sociedade do historiador Yuval Harari, um dos motivos para o Homem, ao longo da história, cooperar em massa foi a criação de ordens imaginadas. Aludindo aos dias atuais, essa ordem é conhecida com hierarquia. Assim com há hierarquias sociais, também é evidente uma ordem de gênero, na qual privilegia o homem em detrimento da mulher. O fato histórico em questão possui com consequência a dependência da mulher a um provedor, que em certos casos pode oprimi-la e agredi-la, enxergando-a não como uma parceira, mas sim como uma propriedade.

Além disso, por motivos variados, sendo esses sempre ligados à longa história de opressão ao sexo feminino. Os agressores, na maioria os parceiros da vítima, obtém a vantagem de dominância de seu gênero; principalmente dentro de suas casas. Sendo a quarentena um dos principais agravantes dos casos de violência à mulher e uma comprovação de que mesmo tendo avanços feministas pelo mundo, a questão do patriarcado ainda é presente no âmbito familiar.

Torna-se claro, portanto, a importância de medidas que visam conter a violência doméstica no cotidiano e em casos específicos, como em uma quarentena. Para que isso ocorra é preciso, a partir do governo, de investimentos em abrigos. Para assim,mulheres dependentes financeiramente de seus parceiros não tenham insegurança ao denunciarem o crime. Bem como, políticas públicas que possuem como objetivo uma maior facilidade para a vítima acionar as autoridades responsáveis por conter o agressor, fazendo com que os efeitos extremos do patriarcado - como o feminicídio - não sejam impostos à essas mulheres.