Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 17/08/2020

No dia 27 de novembro de 2019, a protagonista de “Supergirl”, Melissa Benoist, fez um vídeo confessando que sofreu violência doméstica. Da mesma maneira, mulheres em todo o Brasil são vítimas desse comportamento brutal que é praticado por pessoas próximas a elas e, infelizmente, o número de casos aumentou na nação brasileira. Entretanto, o seu rápido crescimento é, certamente, uma das consequências do isolamento social, além de ter, também, como principal causa o machismo.

A priori, é importante lembrar que o machismo está presente em todas as camadas da sociedade. De acordo com um levantamento realizado em 2017 pelo Instituto de Pesquisa DataSenado, em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência, 69% das mulheres entrevistadas acreditam que o Brasil é um país muito machista. E, conforme os livros de história, o machismo é fruto de uma sociedade patriarcal onde o sexo feminino era considerado inferior.

Além disso, vale ressaltar que a pandemia contribui com o crescimento dos índices de violência doméstica. Segundo dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMDH), em abril, quando o isolamento social imposto pela pandemia já durava mais de um mês, a quantidade de denúncias de abusos contra a mulher recebidas no canal 180 deu um salto: cresceu quase 40% em relação ao mesmo mês de 2019. Sob o mesmo ponto de vista, percebe-se que por passarem mais tempo com o agressor, o percentual de vítimas do sexo feminino aumentou.

Sendo assim, com o intuito de diminuir os índices da violência doméstica no Brasil, as vítimas podem, por meio do disque 180 (Central de Atendimento a Mulher) ou utilizando outros métodos, denunciar o ato cometido contra a sua pessoa. Somado a isso, os institutos educacionais devem estabelecer, dentro do âmbito escolar, uma crença de igualdade entre o sexo masculino e feminino. Dessa forma, a nação brasileira conseguira proteger as mulheres da sua sociedade.