Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 15/08/2020

Jean Paul Sartre, filósofo existencialista, discorre que o homem é condenado a ser livre, sendo, portanto, responsável pelos seus atos. De maneira análoga, ao analisar o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena, percebe-se que essa problemática tem como responsável a própria coletividade que, por isso, promove a falta de apoio do Estado. Logo, faz-se necessário um debate em torno de tais elementos do cotidiano.

Em primeiro plano, é preciso atentar para impunidade presente na questão. Nessa perspectiva, a máxima de Martin Luther King de que “A justiça num lugar qualquer é uma ameaça a justiça em todo lugar” cabe perfeitamente. Desse modo, tem-se como consequência a generalização da injustiça e a prevalência do sentimento da insegurança coletiva no que tange a violência doméstica durante a quarentena.

Além disso, a violência doméstica durante a quarentena encontra terra fértil no individualismo. Na obra “Modernidade Liquida”, Zygmund Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo egoísmo. Porquanto, há como consequência disso, a falta de afinidade, pois, para se colocar no lugar do outro, é preciso deixar de olhar apenas para si. Essa liquidez que influi sobre a questão do aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena funciona como um forte empecilho para a sua resolução.

Assim, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, o MEC (Ministério da Educação), juntamente com o Ministério da Cultura deve desenvolver palestras em escolas, para alunos do Ensino Médio, por meio de entrevistas com vítimas do problema, bem como especialistas no assunto. Tais palestras devem ser webconferência nas redes sociais dos ministérios, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre o aumento da violência doméstica durante a quarentena e atingir um público maior.