Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 15/08/2020

No século 19, a violência contra a mulher era um exercício de autoridade legítimo por parte do marido. Porém, mesmo após a criação de leis, como a Lei Maria da Penha, é possível perceber que a violência doméstica continua sendo um tema recorrente na sociedade. Todos os dias, mulheres são agredidas dentro de suas casas, e a falta de execução da justiça e pensamentos ultrapassados, dificultam a erradicação desse crime.

O medo das mulheres serem julgadas e não ouvidas, faz com que esses acontecimentos não tenham sua frequência diminuída. Isso porque a justiça por muito tempo tratou a violência doméstica como um assunto de pouca importância, como pode-se observar um exemplo no filme “Cama Ardente”, no qual a mulher sofre constantes abusos psicológicos sexuais, além de espancamentos, é que quando procura por ajuda, ninguém pode fazer nada por ela. Dessa forma, sabe-se que há mais casos de violência doméstica do que apenas os denunciados, já que muitas vezes, devido a falta de uma justiça presente e exímia.

Entretanto, sabe-se que muitos homens, com um pensamento ultrapassado, acreditam que suas esposas devem servi-lo e obedece-lo, e que a violência seria apenas um castigo. Como resultado, observa-se que em muitos lugares e religião, a mulher deve-se submeter ao marido. É possível ver isso com clareza quando se trata da sociedade muçulmana, já que no livro sagrado desse grupo, o alcorão, as mulheres boas são as obedientes, e que deslealdade era resolvida com agressão. Assim, a violência contra a mulher se tornou parte da cultura, e a falta de uma evolução de pensamento nesse quesito faz com que a taxa de agressão doméstica seja alta.

Portanto, o Governo Federal, por meio de programas de conscientização e enfrentamento, como o de lançado em 2020, deve combater a violência doméstica de forma eficaz, dando importância e atendendo todas denúncias, a fim de garantir os direitos das mulheres. Ademais, iniciativas privadas e ONGs, a partir de campanhas nos países onde mais predominam uma cultura machista e agressora, podem agir para que a violência doméstica chegue perto de seu fim, e que a punição prevaleça para aqueles que a cometerem.