Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 15/08/2020

No Brasil, o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena expandem-se de forma ascendente. Esse cenário antagônico é fruto tanto da incapacidade de enfrentar situações, como o isolamento social e excessiva dependência do agressor, quanto dos problemas sociais como miséria, fome e desemprego. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Primordialmente, é fulcral pontuar que o aumento de casos de violência doméstica deriva da falta de comunicação e compreensão em determinadas circunstâncias, como a que estamos vivenciado, por causa do Covid19. Segundo o pensador Benedetto Croce, a violência não é força, mas fraqueza, nem nunca poderá ser criadora de coisa alguma, apenas destruidora.

Desse modo a violência contra a mulher não é um problema que emerge na pandemia, mas um antigo estorvilho. Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), no ano de 2019, 17,8% das mulheres em todo o mundo sofreram violência física ou sexual, preconizadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde), as mulheres foram obrigadas a conviverem com seus agressores 24 horas por dia, 7 dias da semana. Desta maneira, levando ao aumento do tempo de exposição com seu agressor.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade, necessita-se, urgentemente que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Governo Federal, será revertido em apoio, fazendo valer as leis já existentes como a Leia Maria da Penha na qual o agressor no âmbito doméstico e familiar sejam presos em flagrante ou tenham prisão preventiva decretada, a mídia, por meio de ficções engajadas, deve abordar a questão instigando mais denúncias, cumprindo assim, seu papel social. Desse modo, atenua-se-á, em média e longo prazo, impacto nocivo da violência contra a mulher durante a quarentena e a coletividade á resolução da problemática.