Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 16/08/2020
Os casos de agressão contra mulheres são uma realidade no Brasil e em outros países antes mesmo da pandemia do novo coronavírus, todavia, com a necessidade de isolamento social, resultado da emergência da nova pandemia, o quadro se agravou ainda mais e o número de denúncias, ao contrário, diminuiu bastante, pela falta de acesso presencial às delegacias, entre outros órgãos competentes, nesse período.
Visto que, o isolamento social acaba por intensificar a convivência entre os familiares, o que pode aumentar as tensões. Na qual, o contexto de incertezas e adversidades impostas pela pandemia, além do consumo excessivo de álcool nesse período, colabora ainda mais para as discussões de casais que podem acabar desencadeando diversas formas de agressão (física, sexual, patrimonial, psicológica …).
Em outras palavras, a permanência em tempo integral ao lado do agressor reduz as possibilidades de a mulher realizar uma denúncia, seja na delegacia ou por chamadas telefônicas, causando um grande risco a sua vida, visto que, às agressões podem piorar com o passar do tempo. Segundo um levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), revela um aumento de 431% em relatos de brigas de casal por vizinhos em redes sociais.
Evidentemente, o confinamento deu mais visibilidade a violência doméstica, daí a importância de criar canais de denúncias mais efetivos nas quais simples “sinais “possam salvar uma vida, com isso, o disque 180 deve aperfeiçoar seus canais nos quais mulheres possam falar simples palavras para identificar a agressão sem chamar atenção, como por exemplo: fingir que está “pedindo” comida, para que não haja nenhuma suspeita.