Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 16/08/2020

Á medida que a pandemia do COVID-19 se alastrou pelo país causando necessidade do isolamento social, evidenciou-se um aumento dos casos de violência doméstica. Isso se deve ao fato de muitas mulheres não conseguirem denunciar as agressões e ficarem presas a essa situação. Além disso, o senso comum e a falta de conscientização da população são empecilhos para amenizar esse problema. Assim sendo, o poder público associado ao Instituto Maria da Penha devem tomar medidas para mitigar essa situação.

Primeiramente, com a quarentena houve um aumento na convivência familiar, que em determinadas famílias geram tensões resultando em violência doméstica. No entanto, esse aumento da violência vem acompanhado com um índice de subnotificações, pois devido ao isolamento as mulheres se vem impedidas de denunciar. Segundo a Secretaria de Defesa Social houve uma queda de 22,18% nos boletins de ocorrência contra agressões domesticas no período da pandemia.

Outrossim, a falta de conscientização da população em geral no que cerne canais de denúncia, acompanhada ao senso comum de que “em briga de marido e mulher não se mete a colher”, prejudica e até impede o auxílio da população as pessoas violentadas. Como é retratado com o filme “Preciosa, uma história de esperança”, de 2009 no qual a personagem principal é violentada por seu pai desde criança e mesmo informando algumas pessoas, não obtém ajuda.

Dessa maneira, é imprescindível a atuação do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos juntamente com o Instituto Maria da Penha, para estimular as denúncias. Isso deve ocorrer por meio de programas de conscientização social, utilizando a divulgação em massa na internet e redes sociais sobre a importância da denúncia e os principais canais de notificação. Com a finalidade de desconstruir senso comum e auxiliar as vítimas, proporcionando a segurança dessas mulheres não só ao vírus como também à violência doméstica.