Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 18/08/2020
É evidente que desde a formação da sociedade a onda de violência doméstica é muito alta e continua a crescer, a despeito das medidas já adotadas para combater esse atraso. Em tempos de isolamento e quarentena, patrocinadas pela COVID-19, os casos de violência física e verbal contra as mulheres só aumentaram e já registram números assustadores; alertam as autoridades.
Em primeiro plano, cabe mencionar que, com o aumento no número de pessoas desempregadas esses agressores passam um maior tempo na companhia do lar. Conjugado a esse fator, os números policiais definem que as pessoas estão ingerindo mais bebidas alcoólicas em casa e, por conseguinte, criando um ambiente favorável para a atuação dos agressores. Segundo dados fornecidos pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, a quantidade de denúncias de violência contra a mulher recebidas no canal de 180 cresceu quase 40% ao compararmos o mês de abril de 2020 com o ano de 2019.
Vale ressaltar que, o machismo sempre marcou a vida de milhares de mulheres, embotando um conceito de inferioridade e minimização dos valores femininos. Na sociedade brasileira atual, embora ainda existam rastros dessa miséria conceitual, também temos o prazer de citar e conviver com um modelo de enfrentamento que apoia e incentiva as mulheres a denunciar seus agressores.
Portanto, visando diminuir significativamente os números de violência doméstica, é preciso criar novas estratégias para auxiliar as intuições responsáveis pela aplicação da Lei Maria da Penha no combate a impunidade. Cito como exemplo a excelente iniciativa do Ministério Público Estadual de Alagoas que criou em junho de 2020 o aplicativo “proteção mulheres” que permite processar e acompanhar em tempo real denúncias contra agressores. Desse modo, as autoridades devem criar um ambiente de rigorosa punição e atendimento rápido que protejam essas mulheres e punam com rigor seus agressores.