Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 18/08/2020

A violência doméstica tem dois principais tipos, a física e a psíquica. As duas causam pavor e traumas, e a quarentena tem provocado números ainda maiores desses tipos de violência. O jornal O GLOBO publicou uma matéria no dia 01 de maio de 2020 apresentando dados de que a violência doméstica cresceu mais de 50% durante a quarentena. Esses dados são a resposta a uma sociedade construída a partir de pilares no privilégio masculino.

O governo criou programas e válvulas de escape para que se amplifique as denúncias de violência. O método mais novo e popular é o “x” vermelho, adotado primordialmente pelas farmácias no Espirito Santo e tem se espalhado por todo o país, seja esse sinal de caneta ou batom vermelho é necessário que mostre o “x” e de forma discreta os atendentes ou farmacêuticos iram procurar ajuda na polícia. Também foi disponibilizado um número específico para denúncias (180), o problema é que na maioria das vezes as vítimas não tem tempo ou até mesmo oportunidade de denunciar, o que não torna o programa sem utilidade.

Em Fevereiro de 2019, de acordo com o jornal Correio Braziliense, a cada hora 539 mulheres sofriam violência física, o que significa que em um dia 12.936 mulheres eram violentadas. O jornal também publicou que 16 milhões de brasileiras já sofreram ou sofrem qualquer tipo de violência em casa, é afirmado em uma reportagem de campo que 59% das pessoas já viram uma mulher sendo violentada fisicamente ou psicologicamente. A problemática envolve muito mais que questões de relacionamento, envolve doutrina patriarcal.

A sociedade foi ensinada a aceitar comportamentos que não são de forma alguma aceitáveis, a violência contra a mulher é uma questão social, é machismo, está presente e é realidade diária de muitas mulheres. A estrutura social que foi construída doutrina a própria sociedade a tratar essas vidas como meros números. A desconstrução do sistema machista é o primeiro passo para diminuição da brutalidade doméstica.