Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 17/08/2020
Em um cenário de pandemia mundial, o novo corona vírus é contagioso e necessita que a população mantenha o distanciamento social e permaneça em casa, porém agrava uma “doença” que cresce silenciosa por muito tempo na sociedade Brasileira, a Violência contra a mulher. A quarentena impede que as vítimas que sofram de violência doméstica possam denunciar seus agressores e abusadores.
A quarentena, apesar de benéfica e essencial, deixa as mulheres vítimas de agressões maior tempo expostas ao seus agressores. A violência pode ser agravada ainda mais pelo contexto de estresse emocional e bebidas alcoólicas que deixam o agressor ainda mais violento. Segundo um estudo feito pela UERJ ( Universidade estadual do Rio de Janeiro) mostra que os casos de estresse cresceram 80% desde o início da pandemia. Com o aumento do estresse, situações de violência podem ser mais frequentes ou acontecem pela primeira vez.
O Crescimento da violência contra a mulher juntamente com a crise econômica gerada pelo contexto de pandemia,e por uma série de agressões que ocorrem a muito tempo, o feminicídio cresce cada vez mais.O Fórum Brasileiro de Segurança Pública registrou um aumento de 22% dos casos de feminicídio em 12 estados do país, entre março e abril, em comparação com o mesmo período do ano passado, sem um prazo final para o fim da quarentena esses números crescem cada vez mais . Apesar da violência contra a mulher ser algo que já está enraizado, deve ser combatido ainda mais na quarentena. Levar proteção a vítima é essencial, mas antes mulher precisa ser identificada, como em projetos em que a mesma pede ajuda em farmácias locais ou por meio de sites online, e fazer um acompanhamento de vítimas que já sofreram de agressão ou já denunciaram seu parceiro. É necessário também levar ajuda psicológicas e mostrar que a vítima não está sozinha.