Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 17/08/2020
A priori, a violência contra a mulher sempre existiu seja ela doméstica ou feminicídio. Entretanto, os casos de violência vem se intensificando ainda mais devido a pandemia do novo coronavírus. Ademais, o isolamento social tem estimulado a convivência entre os familiares levando mulheres a não conseguirem realizar as denúncias. Se evidencia a necessidade da criação de novos serviços para que a denúncia seja acessível a todas as mulheres em tempos de pandemia.
É evidente que o número de casos de violência contra a mulher aumentou durante a pandemia. O isolamento social contribuiu para que os casais passassem mais tempo juntos, em decorrência disso que houvessem mais discussões entre eles, levando à violência doméstica. Esse período em casa, favoreceu o contato entre o casal que antes não havia com tanta frequência devido a correria do dia a dia.
Um dos estados em que o número de ocorrências de violência contra a mulher aumentou durante a pandemia foi o Rio Grande do Sul. Levando em consideração o tempo que os familiares passam juntos, as mulheres não tem como realizarem as denúncias. Pensando nisso, foi criada a campanha “Máscara Roxa”, onde a denúncia ocorre nas farmácias que tiverem o selo “Farmácia Amiga das Mulheres”. Chegando na farmácia, a mulher que está sendo vítima de violência pede ao funcionário por uma “máscara roxa” que é a senha para que ele saiba que se trata de um pedido de ajuda, cabe a ele passar as informações para Polícia Civil.
Em síntese, o Ministério Público de cada estado deve criar novos métodos de Serviços Especializados de Atendimento à Mulher para facilitar a denúncia em tempos de pandemia. De modo que seja em locais de fácil acesso e que o agressor não desconfie que a denúncia está sendo realizada. É de suma importância que os direitos da mulher sejam respeitados.