Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 17/08/2020
No Brasil, a luta pela proteção de mulheres vítimas de violência doméstica se tornou realidade pela força de Maria da Penha, que batalhou para seu agressor ser punido, logo após seu nome se tornou uma lei para a proteção daquelas que sofriam. Com pandemia no ano de 2020, a sociedade se mantem mais em casa do que locais públicos, todavia, quem sofre em casa não possui outros meios para pedir socorro, levando muitas vidas ao seu fim, sendo por namorados, maridos ou até mesmo familiares, sendo agressão psicológica ou física.
De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o número de ocorrências de violência contra a mulher em, São Paulo, Acre, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Pará, duplicou em comparação ao mesmo período em 2019. Estes dados são severamente preocupantes, só no Rio Grande do Sul aumentou 73% dos últimos anos. Muitas não denunciam por medo de serem assassinadas ou de serem julgadas na sociedade estruturalmente machista.
Muitas mulheres acham que não sofrem violência, entretanto, a psicológica também é uma, e muitas não se dão conta disto, varia de proibir de usar certas roupas, sair com amigos até casos mais graves de ameaças, trazendo grandes traumas para a vítima. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) uma a cada três mulheres já sofreram este tipo de trauma, e podendo ser só o início de algo pior, pois pode evoluir para a física ou sexual.
Muitos órgãos já estão buscando meios para diminuir este problema, contudo, o sistema de leis no Brasil ainda possui uma falha imensa, muitos dos agressores não são presos, ou ficam pouco tempo, e em algum momento matam suas vítimas, sendo assim a penalidade deveria ser mais bruta. As famílias devem estar sempre atentos a qualquer situação, e ajudar pessoas próximas. As escolas devem ensinar desde pequenos a respeitar e cuidar as pessoas, para no futuro isto ser atípico.