Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 18/08/2020
A problemática da violência doméstica tem como maioria vítimas do sexo feminino, devido ao histórico do sistema patriarcal a modelo europeu que é adotado desde a idade média, assim demonstrando o quão ultrapassado é. Legado esse, que foi trazido à América no período das colonizações, e que por além de ser uma problemática social ampla, aumentou seus números significativamente durante o período do isolamento social.
Este debate sobre a violência doméstica tardou muito e apenas ganhou destaque nas últimas décadas. A Organização Mundial de Saúde(OMS) aponta que 35% das mulheres já sofreram violência física ou sexual. O Brasil registrou, no ano de 2017, em média 60 mil casos de estupro e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgou que a taxa da violência, tanto doméstica como ao sexo feminino em geral, aumentou em 44,9% durante a pandemia.
Os dados apresentados aqui apenas minimamente mensuram a violência, mas o prejuízo diante desta caótica realidade é ainda maior, já que afeta não só a vítima como todo um círculo em torno da mesma, o aumento nas taxas durante a pandemia tem como causa principal a maior convivência diária e horária somados a ansiedade da pandemia e ao sistema patriarcal estruturado, abrindo assim, brechas para a violência.
Diante das discussões e dados aqui discorridos, fica clara que a solução mais viável seria a divulgação de informações que auxiliam no combate como a central de atendimento imediato do 180, a campanha “Sinal Vermelho” por meio tanto do governo, a nível de campanhas,quanto a própria comunidade nas redes sociais e a punição, monitoração e educação pelos mesmos meios a fim de amenizar os números de vítimas para uma melhor convivência social.