Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 18/08/2020
Desde a descoberta do vírus, medidas de isolamento e distanciamento social foram tomadas, dentre eles, a quarentena. Mas a mesma trouxe um grave efeito colateral: o aumento de numerosos casos de violência doméstica contra mulheres e a dificuldade do registro de denúncias.
O isolamento social intensifica a convivência entre os familiares, o que pode aumentar as tensões. O conjunto de aflições, dúvidas e obstáculos impostos pela pandemia colaboram para as discussões entre casais -que podem desencadear diversas formas de agressão (física, psicológica, sexual, patrimonial e moral). Em sua própria residência a mulher é submetida a sessões diárias de maus tratos psicológicos ou de tortura física que, de igual modo, coloca suas vidas em risco e lhes causa imensa dor.
Conforme o site “Conjur”, estima-se que, no Rio de Janeiro e em São Paulo, o número de casos durante o período de confinamento tenha aumentado em 50% , dado que pode ser ainda maior, eis que o isolamento social dificulta os registros de ocorrências nas delegacias de polícia. Para fazer a denúncia, a mulher passa por vários obstáculos, dentre eles, conseguir contato com a delegacia, pois a delegacia da mulher não é 24 horas e não abre aos finais de semana.
Conclui-se que, por conseguinte, o Governo juntamente ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, deve assegurar-se às mulheres em situação de violência doméstica, acompanhadas ou não de seus filhos, o acolhimento em pousadas e hotéis, os quais deverão ser requisitados em sua integralidade, pois o período de isolamento não pode se transformar em um cárcere no qual a vítima fica à mercê de seu agressor. Para que as denúncias possam ser registradas, a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher deve ser mais acessível para que haja os registros de denúncias, tendo assim, maior número de horas para atendimento e também abrir aos finais de semana.