Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 18/08/2020
Na escola literária quinhentista brasileira, a mulher era idealizada e vangloriada. Embora, em sua vivência a vida feminina daquele século não era de tal forma, pois elas viviam em um cenário patriarcal sem seus direitos civis. Paradoxo á isso, encontra-se a modernidade, onde algumas práticas ainda são presentes, como o machismo e o feminicídio. Ademais, é preciso que se discuta, o aumento dessa violência, sobretudo durante a quarentena vigente do Covid-19, no qual a mulher tende a ficar mais tempo com seu agressor, e por consequência, há um aumento de casos,e números de óbitos.
Em primeiro lugar, é preciso admitir que a pandemia do novo Coronavírus, acarretou o aumento de nível de estresse e instabilidade emocional, por conta do isolamento social. Com efeito, esses sentimentos tornou-se gatilho para violência doméstica, o reflexo disso são os dados do Fórum Nacional de Segurança Pública os quais provam o aumento de 44,9% das ligações para a polícia militar para denúncias contra isso. Contudo, é inadmissível que a sociedade, aja de maneira pacífica diante desse fato, ao não defender mulheres em situações de riscos pois, apesar da recorrência de ligações, ainda existem muitas mulheres que sofrem e são silenciadas ao tentar intervir em sua rotina de maus tratos, ainda mais intensificada durante um isolamento.
Em segundo lugar, é importante ressaltar que diante desse cenário, consequentemente, exista maiores números de mortes por violência doméstica. Desse modo, pode-se mencionar ainda o levantamento do Fórum Nacional de Segurança Pública, o qual também informa um aumento de casos de feminicídio, no Acre, Mato Grosso, Rio Grande do Norte e São Paulo. Inegavelmente tais dados devem ser revertidos, uma vez que são realidade de muitas mulheres. Além disso, há crianças, que crescem em meio a esses conflitos, fruto de uma utopia zelada por muitos, que não arcam com problemas em meio aos familiares, quais podiam -ou deveriam- ampararem com maior atenção as vítimas, ao denunciar.
Portanto, é evidente o aumento de práticas e crimes de ódio no ambiente doméstico, durante o isolamento social proporcionado pela pandemia. Assim, cabe ao Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos intervir nas péssimas condições de harmonia familiar, por meio de fiscalizações nos lares e intensificações de propagandas contra tal violência, nas redes sociais como ‘Instagram’ e ‘Twitter’ com finalidade de promover melhor bem-estar social e diminuir os casos recorrentes. Por fim, possa existir uma minoria nos atos maléficos, e o Brasil deixe de estar á frente no raking de países com maior taxa de homicídio contra a mulher no mundo.