Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 18/08/2020

Até quando vamos aceitar?

“Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher”. Tal ditado popular baiano, nos dá a entender que quando um homem e uma mulher estão a discutir, não pode-se interromper. Mas até que ponto não podemos interromper? Estamos vivendo um cenário pandêmico, onde o isolamento social é a maneira mais eficaz de combater o vírus. Mas, em contraposição, a violência doméstica cresceu abruptamente nesse distanciamento, no qual, alguém acha que pode descontar tudo em quem quiser.

Em primeiro plano, é importante ressaltar  que a violência doméstica não ocorre somente contra as mulheres. Filhos, netos e avós também sofrem nesse processo. Grande parte da violência é provocada por homens, que se acham o macho hétero e que todo mundo deve se submeter a eles e suas indagações. O conceito de castigo está incrustado no nosso DNA, e isso faz com que os homens e mulheres se sintam no direito de machucar outra pessoa para saciar sua sede de vingança ou como uma castigo para algum ato falho.

Outrossim, a violência mais ocorrente é a contra a mulher. Para alguns homens, as mulheres são seres frágeis que não podem se defender, e usam isso para atacá-las, descontando nelas, a sua raiva e/ou dor, querendo que sintam a dor que está passando. Visto isso, as mulheres vítimas desses abusos, vivem dia e noite com preocupações que podem acontecer, sofrendo também com seu psicológico que está destroçado, com o medo que a tormenta todos os dias, com a tristeza e a solidão.  O governo tem medidas eficazes e que vem ajudando as mulheres e vítimas desses abusos, mas precisamos de mais.

Esse abuso é o tipo de crime que deve ser combatido. A saúde mental de uma mulher que sofreu violência está frágil, e muitas vezes a impede de falar com alguém, por isso as famílias tem um papel fundamental nesse processo, pois, ao perceberem a diferença no comportamento deve-se atentar aos pequenos detalhes, e se preciso, relatar a polícia. De acordo com o dito popular, não interrompemos uma briga de marido e mulher, mas se preciso, a sociedade e o meio em que essas pessoas vivem deve falar e relatar a polícia o que está acontecendo sim. Os cidadãos que estão do lado de fora dessa briga é a que mais pode ajudar.