Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 19/08/2020

Em meio à pandemia de COVID-19, muitos países relataram um aumento da violência doméstica e da violência contra parceiros íntimos. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, observando a “terrível onda global”, pediu um “cessar-fogo” da violência doméstica, com isso enxergamos a real somatização dos problemas.

A violência doméstica e a exploração sexual, que já é uma epidemia em todo o mundo, aumentam quando as famílias são submetidas a pressões crescentes que vêm de preocupações com segurança, saúde e dinheiro e condições de vida apertadas e confinadas. Antes da pandemia, estimou-se que uma em cada três mulheres sofrerá violência durante a vida, uma violação dos direitos humanos que também tem um custo econômico de US $ 1,5 trilhão.  Muitas dessas mulheres agora estão presas em casa com seus agressores e correm maior risco de outras formas de violência, pois os sistemas de saúde sobrecarregados e os serviços de justiça interrompidos lutam para responder.  As mulheres, especialmente as trabalhadoras essenciais e informais, como médicos, enfermeiras e vendedores ambulantes, correm maior risco de violência ao navegar por espaços públicos urbanos ou rurais desertos e por serviços de transporte confinados.                                                                                            As linhas de ajuda e abrigos de violência doméstica em todo o mundo estão relatando um aumento nos pedidos de ajuda. Em vários países, os relatórios de violência doméstica e as ligações de emergência aumentaram 25% desde que as medidas de distanciamento social foram promulgadas. É provável que esses números também reflitam apenas os piores casos.  Na Argentina, Canadá, França, Alemanha, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos, autoridades governamentais, ativistas dos direitos das mulheres e parceiros da sociedade civil sinalizaram relatos crescentes de violência doméstica durante a crise, e aumento da demanda por abrigos de emergência.  O Parlamento Europeu emitiu um comunicado à imprensa abordando o assunto, escrevendo “não deixaremos as mulheres da Europa em paz” e pediu aos Estados-Membros que aumentassem o apoio às vítimas de violência doméstica durante a pandemia.

Diante ao exposto podemos concluir que não adianta termos somente leis severas contra a violência domestica. Portanto a atuação governamental é de extrema importância, como por exemplo disponibilizarem agentes qualificados para criarem um aplicativo ou programa de fácil uso, para que assim toda e qualquer pessoa que sentir isolada em questão de ajuda, possa usar essa programação de modo simples e eficiente, o mesmo pode ser feito com incentivo privado, providenciando grupos de pessoas em cada bairro para procurar individuos que estejam passando por essa crueldade.