Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 18/08/2020
Na série “As Telefonistas” a personagem Ángeles sofria violência doméstica pelo marido, e manteve-se calada. Fora da ficção, a realidade apresentada não é diferente, visto que, isso ocorre devido a ineficiência do estado frente aos problemas sociais, como, por exemplo, falta de acesso a educação e a segurança pública.
Primeiramente, o continuo aumento da violência doméstica é provocado pela falta de interesse do estado em dar garantia para as mulheres e condições de segurança para suas vidas, nos ambientes de lazer, trabalho e até mesmo em suas casas. Outro fato importante é a falta de investimento em educação, que dificulta o combate a violência contra a mulher, visto que ela possui um papel fundamental na formação do indivíduo. São nas escolas que crianças e adolescentes aprendem sobre ética e respeito, além da educação sexual.
Em virtude do isolamento social, os conflitos entre familiares e casais tem crescido, segundo a pesquisa do Fórum Brasileiro De Segurança Pública, houve um aumento de 431% entre fevereiro e abril de 2020. Certamente, o consumo excessivo do álcool ou drogas por parte dos agressores colabora para a violência física, psicológica e sexual contra as mulheres que, por sua vez, em alguns casos, ficam reféns dos agressores e acabam sem “saída” para fazer a denúncia em tempos de quarentena.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena. Por conseguinte, cabe ao estado promover e assegurar as vítimas, com a criação de canais virtuais e de escultas como forma de denúncia além da criação de abrigos para aquelas que não tiverem para onde ir. Somente assim, o estado poderia colaborar para que o número de violências diminuíssem.