Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 21/08/2020
Gregório de Matos, poeta luso brasileiro, ficou conhecido como “boca do inferno” por denunciar, de maneira ácida, os problemas que assolavam no século XVII. Talvez hoje ao se deparar com o aumento de casos de violência doméstica durante a quarentena, atitude tomada no ano de 2020 por conta da pandemia, o autor produziria críticas a respeito, uma vez que o entrave precisa ser mitigado no âmbito social. Dessa forma, é valido salientar que essa realidade é fruto da passividade social e do medo das vítimas.
Visto que, muito se fala do povo brasileiro que é muito passivo. Mesmo diante de situações que afetam seu bem estar ou de outras pessoas ao seu redor, demora para agir ou até mesmo não reage. Essa ação de muitos indivíduos ao se deparar com cenas de agressão em sua frente, tende para o aumento de casos. Como diz o ditado, muito conhecido no estado da Bahia, “em briga de marido e mulher não se mete a colher”. É dever da sociedade, se manifestar quando algo assim acontece em sua frente.
Outro fator existente, embora supostamente a mulher esteja hoje mais protegida legalmente, a maioria das vítimas não confiam nas pessoas responsáveis por fazer cumprir a lei. Talvez, pela percepção de que nada acontece com o agressor quando denunciado, e então fica com mais medo ainda, de algo pior aconteça a si mesmo.
Portanto, pode-se inferir que o aumento de casos de violência doméstica durante a quarentena, é um tema relevante e que carece de soluções. Sendo assim, sugere-se que o governo federal, na figura do Ministério da Mulher e a mídia, promova campanhas, aumente a divulgação de leis e projetos de proteção, além disso, fortalecer e dar mais estrutura para as redes de proteção à mulher. Isso pode ser feito através de propagandas na TV e em redes sociais, para mostrar a importância de fazer debates a respeito do tema e denuncias para o número 180.