Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 21/08/2020
É bem verdade que o isolamento social, fio o remédio para frear o novo coronavírus e concomitantemente aproximou as vítimas dos agressores mais próximos, os próprios familiares. Entretanto, essa situação é favorecida pela presença do alcoolismo nos lares e pela ideia de superioridade que um familiar acredita deter sobre outro. Diante disso, cabe detalhar os fatores que sustentam esse cenário de violência.
De certo, que uso demasiado de substâncias psicoativas exercem uma influência significativa no comportamento de indivíduos, podendo até colocá-los na condição de alienados mentais, o que intensifica ainda mais as distorções nas relações intrafamiliares. Explica-se, porque o fígado demora em média uma 1 hora para metabolizar 10g de álcool ingerido, o que gera uma alta concentração da substância na corrente sanguínea e o encaminhamento até o cérebro. Produto disso, é o aumento da violência movida ao efeito alcoólico, ou seja, as vítimas sofrem com os efeitos.
Em segundo lugar deve-se entender que a violência é a ação gerada mediante o sentimento de supremacia que um individuo formula ter sobre outrem, o que fomenta uma hierarquização alicerçada por aspectos físicos, genéticos e psicológicos. Exemplo disso - é a agressão e coerção sexual aplicada à mulheres com grande frequência, decorrência, das mesmas não disporem de um físico intimidador e um sentimental sólido, até chamadas de “sexo frágil”. Contudo, essa é a amostra mais clara que se tem da vulnerabilidade vivenciada no âmbito doméstico, onde o ambiente que deveria ser fraternal é substituído por confrontos, só que dessa vez, disputados não em uma arena, mas sim, em casa.
Infere-se, pois, que há entraves que impedem um ambiente harmônico nos lares. Com isso, cabe ao Governo do estado, aumentar as verbas destinadas à educação básica, que serão usadas para firmar a presença de psicólogos nas instituições que por meio de conversas, irão desconstruir comportamentos agressivos e idealizar os riscos do uso do álcool. Resultado disso, serão famílias menos alcoólicas e violentas.