Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 25/08/2020

O videoclipe “Meninice” da cantora carioca Hananza Andrade aborda a experiência de pessoas que sofrem de determinados tipos de agressões, sendo uma delas a doméstica. Analogamente ao retrato artístico, a violência em âmbito familiar é uma realidade bastante enfrentada no momento de quarentena, principalmente pelas mulheres. Nesse sentido, é perceptível a persistência desse problema em virtude da insuficiência de legislativa e do sensação de poder vinda do agressor.                                       Em primeiro plano, percebe-se como causa latente do problema a falta da eficiência da lei. Nesse viés, o Código Penal defende a proteção física, psicológica, sexual, moral e patrimonial no convívio em domicílio familiar.  Devido a mulher ser o principal alvo da violência doméstica, foi sancionada a Lei Maria da Penha com o objetivo de uma maior proteção para as mulheres. No contexto atual, na maioria das vezes, as agressões nesse ambiente são recorrentes entre relações afetivas na qual o homem viola a lei, prejudicando sua companheira mentalmente e fisicamente.

Outrossim, há um sentimento de dominação do agressor sobre a vítima como um grande responsável pela complexidade em questão. Nessa perspectiva, era pregada uma ideologia na Grécia Antiga de que apenas homens adultos eram dignos cidadãos com a capacidade de dominar mulheres e crianças. No cenário recente, a noção machista de domínio pode ser percebida na questão da violência familiar, tendo o homem se inspirando no legado histórico para violentar a mulher e a criança, beneficiando-se da fragilidade emocional e física dessas pessoas, como prega os princípios do machismo.

Logo, medidas devem ser tomadas para combater essa problemática. Para isso, as Organizações não Governamentais, em parceria com o Ministério da Educação, deve organizar palestras virtuais, incentivando os agressores a terem práticas feministas, a fim de diminuir o número de casos de violência doméstica. Além disso, deve disponibilizar terapia gratuita para as vítimas. Assim, a ideia de Hananza deixará de ser real.