Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 31/08/2020
Muito se debate, hoje em dia, sobre como os casos de violência doméstica aumentaram com o período de isolamento durante a pandemia do Covid-19. É preciso frisar que durante o processo de isolamento social, pessoas que sofrem de violência doméstica tendem a passar 24h do lado de seu agressor, o que aumenta a onda de violência. É necessário ressaltar que para sofrer de violência doméstica não é preciso que a pessoa seja comprometida, a agressão pode ser causada por um amigo ou parente. Também é necessário ressaltar que não existe apenas a agressão física, mas também, a violência emocional, quando o companheiro faz com que a vítima se sinta inútil ou com medo, e a violência social, quando o companheiro faz com que a vítima para de ter qualquer interação social, seja com parentes ou amigos, entre outros.
De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais, durante o mês de março a junho deste ano,cerca de 44.413 mulheres denunciaram ter sofrido violência doméstica, o que equivale a 364 mulheres abusadas por dia. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o número de feminícidios aumentou 2,2% em relação ano ano de 2019, passando de 185 para 189 mulheres assassinadas. Durante o começo do confinamento no Rio de Janeiro, os casos de agressão doméstica subiram 50%, conforme a neuropsicóloga Roselene Espírito Santo Wagner.
A agressão doméstica traz consequências graves para a vida da vítima, como por exemplo problemas no progresso físico, moral, social, afetivo, entre outros. A agressão física provoca hematomas e inflamações na vítima que podem deixar inferências para a vida toda, como por exemplo problemas no nos movimentos ósseos e contusões. Além disso, este tipo de violência provoca insônias, pesadelos, irritabilidade, assim como também traz sérios problemas psicológicos, como a depressão, ansiedade, pânico, e estresse pós-traumático.
Portanto, para ajudar uma pessoa que sofre de violência dentro ou fora de casa, é necessário que tenham conhecimento dos problemas que a agressão ocasiona na vida da vítima. Para colaborar com a vítima de violência doméstica, foi criado uma campanha nas redes sociais com o intenção de formar um movimento chamado Vizinha Você Não Está Sozinha, tem o propósito de incentivar mulheres a denunciarem seus agressores físicos. O governo poderia colaborar enviando patrulhas para rondar bairros, com o intuito de reconhecer lugares onde mais ocorrem este tipo de violência e, assim, reduzir os casos.