Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 28/08/2020
Sabe-se que a violência doméstica contra a mulher sempre esteve presente na sociedade, porém, o número de casos tem aumentado bastante durante a quarentena. O isolamento social aumentou o convívio entre os familiares e, consequentemente, as discussões e brigas ficaram mais frequentes. A tensão pode se transformar em agressão, que pode ser física, verbal, sexual e psicológica, e muitas mulheres não conseguem fazer a denúncia.
Um relacionamento abusivo começa, geralmente, pela agressão psicológica e muitas vezes a mulher tem dificuldade em identificar esse tipo de relação, o que pode levar ao ato de violência física. Em uma sociedade extremamente machista, a vítima sempre é a culpada da história, porém, nenhum caso de violência é justificável. O feminicídio também é um grande problema enfrentado pelas mulheres, e o número de casos aumentou bastante durante a quarentena.
Enquanto a prática de violência doméstica aumenta, o número de denuncias diminui drasticamente. Algumas mulheres não denunciam o agressor com medo de piorar a situação, por medo de ameaças ou por dependência financeira, pois muitas mulheres deixam de trabalhar para se dedicar aos filhos e aos maridos. Existe um meio de pedir ajuda em público de forma discreta em que a mulher faz desenha um “x”, com caneta ou batom vermelho, na palma da mão e mostra para o atendente de um comércio, este saberá o que fazer para ajudar.
Portanto, no que tange a situação de violência doméstica durante a quarentena, amigos e familiares devem intervir e denunciar casos de agressão de qualquer tipo. Para fugir de uma relação violenta a vítima pode buscar ajuda nos serviços de proteção à mulher, em delegacias ou em locais próximos, como comércios. O governo pode aumentar a pena mínima de violência doméstica. Pessoas próximas também podem fornecer maior apoio e proteção à vítima.