Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 25/08/2020
Pelo conceito da Lei Maria da Penha (Lei número:11.340/2006), podemos considerar violência doméstica e familiar como: qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial. No conceito legal fica claro que a violência pode ser física, sexual, psicológica, moral ou patrimonial. Ao contrário do que muita gente pensa, a violência doméstica não começa pela agressão física, mas a agressão é o seu último estágio.
É importante reforçar que a agressão física não é o início da violência, mas sim o seu fim. Isso porque, de acordo com o analisado, existem vários tipos de violência. No contexto conjugal existe um ciclo de violência que é constantemente repetido, e pelo qual muitas mulheres passam sem denunciar. Esses são alguns dos sinais de um relacionamento abusivo: comportamento controlador por parte do parceiro, grosseria, frustração com expectativas não existentes em relação à parceira, crueldade (não apenas em relação à mulher, mas também a outras pessoas e até crianças), entre outras atitudes.
A necessidade do isolamento social decorrente da pandemia do Covid-19 trouxe muitos reflexos para a vida de todas as pessoas, positivos para algumas e negativos para outras. As mulheres são um grupo que têm sentido os efeitos negativos, dado ao aumento extremo da violência doméstica. Isso deve-se a uma série de motivos, como: a perda ou diminuição da renda familiar, aumento do consumo de bebidas alcoólicas, isolamento da vítima de seus familiares e amigos, desemprego, entre outras situações que aumentam a tensão nas relações domésticas.
Logo,o aumento da violência doméstica, não ocorreu somente no Brasil, mas em muitos outros países também. Diante disso deve-se denunciar; no Brasil, disque 180 (Central de Atendimento à Mulher, para denuncias), a vítima também pode se dirigir à Delegacia de Polícia mais próxima para registrar um boletim de ocorrência, além disso existem organizações sociais voltadas ao atendimento da vítima. Diga não a violência. violência.