Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 05/09/2020

É notório que a pandemia trouxe diversos problemas para os brasileiros, uma das poucas soluções para se prevenir contra a Covid-19 é o isolamento social. Porém, durante a quarentena, outros problemas se intensificam, como é o caso da violência doméstica contra a mulher.

Em primeiro lugar, convém destacar que a pandemia afeta muito as relações familiares. A perda do emprego, as incertezas sobre o futuro, o aumento do consumo de álcool, entre outros exemplos, são causas que intensificam as relações domésticas entre os familiares. Isso contribui para que os casos de violência aumentem. Dados publicados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) mostram que a violência doméstica aumentou mais de 40% em vários estados brasileiros durante a quarentena.

Outrossim, é válido salientar que, no Brasil, segundo o Ministério Público, uma mulher é espancada a cada 14 segundos. O que mais preocupa nesse dado é o fato de que o cálculo é feito somente nas ocasiões de denúncia e por isso imagina-se que na realidade, com o isolamento social, a situação seja ainda pior pois as vítimas, em muitos casos, não têm a quem recorrer. Assim, o Brasil ocupa o quinto lugar no ranking mundial de violência contra a mulher, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas dos Direitos Humanos (ACNUDH).

Portanto, diante dos fatos, o Governo Federal, através do Ministério de Segurança, deverá fazer propagandas socioeducativas, por meio das mídias televisivas, divulgadas em vários horários e canais diferentes, com a finalidade de educar, instruir e desencorajar os homens a causar agressões em suas parceiras. Além disso, o poder legislativo deverá aumentar o rigor das penas nos casos de violência. Dessa forma, os problemas relacionados à Feminicídios tendem a diminuir.