Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 30/08/2020
Em séculos anteriores, a violência doméstica contra a mulher era visto como algo normal e com pouca visibilidade, uma vez que a mulher deveria ser submissa ao marido e obedecê-lo, segundo a sociedade. Mesmo depois de anos, com leis criadas, manifestações contra a violência e maior visibilidade e apoio, mulheres continuam sofrendo abusos.
A violência doméstica não é limitada somente a mulheres, mas também a crianças e idosos, podendo ser abusos físicos, sexuais, psicológicos e econômicos. Segundo o site “O Globo”, durante a quarentena houve um aumento de denúncias de violência doméstica de 50% somente no Rio de Janeiro.
Muitas mulheres que sofrem a violência optam por não denunciar o agressor por não ter uma renda econômica ou por medo de que algo aconteça com ela ou sua família. Com a chegada da quarentena, as que já sofriam antes, passaram a sofrer mais ainda, já que passam mais tempo em casa com o agressor. Por consequência, isto pode levar a um acréscimo no número de feminicídio e abuso infantil.
Evidencia-se, portanto, que medidas são necessárias pra combater esse problema. Para isso o Ministério da mulher, da família e dos Direitos Humanos deve criar meios de denúncias mais discretos e efetivos, para que assim a vítima consiga denunciar sem que o agressor desconfie ou descubra, evitando mais violência e homicídios.