Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 28/08/2020
O aumento agravante de casos de violência doméstica é evidente. Segundo dados do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), houve um aumento considerável no número de denúncias desde o início da pandemia da Covid-19. Infelizmente, muitas mulheres estão confinadas em seus lares acompanhadas por seus parceiros violentos fisicamente, psicologicamente e sexualmente. Em tese desses fatos, é uma situação alarmante em todo o mundo.
Sendo assim, uma prova de tal situação é, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), durante o período de isolamento social imposto pelo confinamento, a taxa de feminicídio teve um aumento de 22,2% em 12 estados do Brasil. No decorrer disso, empresas de todo o mundo como a Natura e a Avon se uniram e lançaram o movimento “#IsoladasSimSozinhasNão” prestando total suporte as vítimas, que vão de materiais sobre a saúde mental à um documento onde a mulher preenche e cola em locais de circulação onde ela poderia ter um real apoio.
Cabe ressaltar também que não são somente as mulheres que estão sendo vítimas do confinamento social. O aumento de casamentos infantis também cresceu durante a quarentena. Segundo a Organização Mundial da Saúde (ONU), o índice de casamento infantil era de 21,9% em 2019, esse número teve um aumento de 3,9% nos primeiros meses de 2020.
Em virtude dos fatos mencionados, a falta de investimento na segurança vai além das ruas. Por isso, o Governo Federal, por meio do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e do Ministério da Justiça e Segurança Pública, deveria investir mais em novas Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM), em criar mais suporte que vai além do 180 e que o projeto englobe todas as classes sociais. Assim, as vítimas não precisariam pensar duas vezes antes de denunciar o agressor e desta forma poderíamos começar a planejar um futuro melhor.