Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 08/09/2020
A sociedade está sempre em constante mudança e adaptação, enfrentando por diversas situações - como a atual pandemia de coronavírus - porém situações como de violência domestica e abusos ainda sim são normalizadas nesses momentos. Dessa forma, segundo Maria da Penha Maia Fernandes, importante ativista do direito das mulheres e líder de movimentos de defesa dos direitos das mulheres, a vida começa quando a violência acaba. Sendo assim, duas causas para essa essa problemática são: a ineficácia das leis de proteção da mulher e, no contexto atual, a dificuldade da denúncia ser feita, estando 24 horas com o agressor.
Em primeira análise, o Brasil foi um dos últimos países à adotarem medidas de proteção a mulher, a primeira Delegacia de Atendimento Especializado à Mulher foi fundada em 1985, isso contribui, indiretamente, ao auto índice de casos de feminicídios e agressão a mulher. Nesse sentido, após a intensificação do convívio familiar no isolamento, o número de casos cresceram, aumentou em 22% em comparação ao mesmo índice feito no ano de 2019, o risco mora dentro de casa. Portanto, não oferece dúvidas que o Estado, age, de forma indireta, ignorando os dados e não dando a importância devida, como, por exemplo o corte de verba feito a pasta de combate a violência doméstica.
Além disso, as dificuldades no processo de fazer a denúncia estando prisioneira de seu agressor afetam diretamente as vítimas. Dessa maneira, foram criados códigos secretos entre marcas, estabelecimentos e até mesmo pessoas para ajudar essas mulheres a pedirem socorro, esses canais silenciosos criaram formas de denunciar o crime de forma mais discreta e segura. A Magazine Luiza, por exemplo, criou um post que atrai mulheres, com produtos de maquiagem para “esconder manchas e marquinhas”, mas direciona a vítima a usar o botão de denúncias, ou até mesmo em farmácias, que criaram o “Sinal vermelho contra a violência doméstica”, que trata de apenas mostra a palma da mão com um X para o atendente que a Polícia Militar será chamada.
Nesse contexto, cabe ao Governo Federal, por meio da educação, promover campanhas e palestras sobre a questão da violência contra a mulher, afim de conscientizar e alertar a sociedade a cerca de tal problemática. Assim, como consequência, o silencio será rompido e será mantido um sistema mais eficaz para tal situação, assim desconstruindo a ideia de que denunciar só tratar más consequencias a vitima.