Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 30/08/2020
No mundo animal, uma viúva negra, atraí o macho para o acasalamento, assim que ela consegue o que quer, mata o companheiro sem piedade. Analogamente, pode-se comparar com o cotidiano, entretanto as vítimas de violência doméstica durante a quarentena continuam sendo as mulheres.
Desta forma, deve-se avaliar se essa problemática é realmente um caso de segurança pública, e não de cultura. Neste sentido, no século XIX a palavra “patriarcado” tomou um novo significado, a partir desse momento se tornara, o homem, chefe de família superior as mulheres. “Superior”, esta palavra pode causar estragos, destruição física, mental, ou até os dois. Como visto pelo Fórum Brasileiro de Segurança Publica (FBSP) com a quarentena obrigatória, houve aumento no convívio, e consequentemente, no número de chamados, que subiu em 44,9% só em SP.
Neste contexto, pode-se imaginar o medo e a falta de apoio que uma mulher sofre nesse momento, em especial, na quarentena onde fica 24h junto ao seu agressor. Este temor é justificável pelo medo de perder a vida, visto que a taxa de feminicídio é de 46,2% de acordo com o FBSP.
Fica claro, portanto, que durante este período de isolamento social houve um aumento das agressões contra mulheres. Em virtude dos fatos, cabe ao Ministério da Segurança elaborar campanhas em mercados, postos de gasolina, farmácias, onde mulheres possam ir de forma disfarçada pedir ajuda com algum sinal. Além disso, em conjunto com a rede privada, criar espaços em e-commerces para que mulheres possam denunciar disfarçadamente ao irem comprar algo. Por fim, em conjunto com o Ministério da Educação e da Cultura (MEC), incluir na grade curricular desde pequenos, aulas de sociologia, para que assim, a longo prazo erradiquemos a cultura patriarcal.