Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 31/08/2020

Atualmente, o Brasil e boa parte do mundo está vivendo na pandemia e isso é muito complicado pois o isolamento social intensifica a convivência entre os familiares, o que pode aumentar as tensões. Principalmente para os casais que não podem sair de casa e isso pode trazer problemas psicológicos ao casal, como por exemplo a violência doméstica, a qual possui como maiores vítimas o público feminino.

A princípio, é axiomático que os costumes subjulgadores derivados do antigo patriarcado agravam a tolerância de atitudes misóginas precedentes da violência, pois naturalizam práticas perigosas de manipulação psicológica, denominadas como “gaslighting”, as quais fazem as vítimas anularem suas atitudes por medo de receber mais ataques ou críticas do agressor, como se fosse uma ameaça.

Sendo assim, como o governo pede para mulheres, donas de casa ou trabalhadoras, para ficar em casa com seus maridos abusivos? Meios aderidos durante a pandemia por cidades em Tocantis e Minas Gerais, como a proibição da venda de bebidas alcoólicas, são de imensa importância, tendo em vista que muitos abusos ocorrem depois de as mesmas serem ingeridas. Certamente, o Brasil sempre possuiu em sua cultura, músicas que de certa forma incentivam a violência, como na música “Ajoelha e chora” do Grupo Revelação, onde se afirma que “quanto mais eu paço o laço, muito mais ela me adora”. É inegável que esse tipo de canção, leva homens a pensar que bater em mulher, faz dele muito melhor.

Em síntese, fica claro como as mulheres brasileiras precisam de amparo nesse momento. Fica a critério do governo, aderir meios que irão ajudar essas mulheres, como por exemplo, utilizando linhas mais rápidas nas delegacias da mulher, e disponibilizando mais viaturas exclusivas para essas ocorrências. Por fim, talvez dessa forma a mulher brasileira fique segura em sua própria residência.