Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 01/09/2020

‘‘O cara que pega você pelo braço, esbarra em quem for que interrompa seus passos, está do seu lado pro que der e vier, herói esperado por toda mulher’’. Esse trecho da canção ‘‘Esse cara sou eu’’, do rei Roberto Carlos, evidencia a violência doméstica, que é uma problemática recorrente na sociedade.e que, não só aparece apenas como agressão física, mas também como violência verbal e psicológica. No ano de 2020, por consequência da pandemia do Covid-19, um isolamento social foi implantado pelo governo federal, que visava o controle do contágio. No entanto, a medida preventiva acarretou um aumento nos casos de violência às mulheres.

Em primeira instância, vale ressaltar que o Brasil ainda é um país que apresenta ideologias machistas enraizadas na sociedade. Tal pensamento propaga a submissão do gênero feminino e a permissão do uso da violência quando “necessário”. Dessa maneira, o período de quarentena intensificou os casos de violência, já que as mulheres, por não poderem sair de casa, passaram a conviver com seus agressores, todos os dias e ao longo de todos eles. E então, as denúncias de abusos nas residências tiveram um aumento de 44% segundo a Polícia Militar, apenas no estado de São Paulo. Portanto, repara-se  na ineficiência da Lei Maria da Penha e da Constituição Federal em garantir segurança às mulheres, dificultado ainda mais em tempos de isolamento.

Em segunda instância, constata-se que a comunidade, mostra-se em muitos casos, apática para com a situação, visto que, muitas mulheres encontram-se em estado de vulnerabilidade e incapazes de denunciarem, e só então, nota-se a importância do estímulo ao engajamento da população no combate à violência. Sendo assim,

Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas, de modo com que desenvolvam uma sociedade mais ativa na questão, como a campanha lançada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). A iniciativa tem como foco ajudar mulheres em situação de violência a pedirem ajuda nas farmácias do País. Ao mostrar um ‘‘X" vermelho desenhado na mão á um atendente de farmácia, ele rapidamente acionará a polícia. Além disso, o Ministério da Educação juntamente a Delegacia da Mulher, deve promover a valorização da figura feminina como forma de combate ao machismo e a violência, por intermédio da mídia. E assim, com campanhas promovidas pelo âmbito governamental, além de leis com punições mais severas para os agressores, os casos de violência doméstica podem ser drasticamente reduzidos.