Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 01/09/2020
Segundo o quinto artigo da Lei Maria da Penha, violência doméstica e familiar contra a mulher é “qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial”. Diversas mulheres não reconhecem que estão em uma relação de violência, isso por estarem envolvidas emocionalmente, tendo também mais dificuldade de identificar as agressões piscicologicas, que levam a agressões físicas. A sociedade diversas vezes tenta colocar a culpa na vítima, justificando a ação errada do agressor.
O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, anunciou um aumento de 9% no número de chamadas ao Ligue 180, que recebe denúncias de violência contra a mulher, no mês de março. A casa as vezes não é um lugar segura para a mulher, pesquisadores afirmam que a cada 10 mulheres vítimas de feminicídio, 7 são mortas dentro dos seus lares. Geralmente a violência doméstica não se inicia com agressão física, mas sim com insultos e agressão psicológica. Em um contexto de isolamento, a mulher pode confundir cuidado com violação patrimonial, como por exemplo, o parceiro passa a controlar o dinheiro da mulher. O isolamento fez com que o contato só fosse possível online, prejudicando o indivíduo que sofre agressão, desta forma, um parceiro que nunca agrediu pode rapidamente ir da violência psicológica à física, em dias.
Portanto, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos deveria investir em aplicativos com o intuito de instruir denuncias, sendo uma forma mais segura para a vítima. Além disso, poderia ser criada uma ONG que iria fornecer assistência integrada para as pessoas que sofreram ou sofrem violências domésticas.