Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 03/09/2020

No primeiro mês do isolamento social(março), os casos de violência doméstica aumentaram cerca de 30% em São Paulo, de acordo com o Ministério Público de São Paulo(MPSP). No Rio de Janeiro o número aumentou em 50% durante a quarentena, confirmou Maria Carolina Ferracini, gerente de Projetos da ONU Mulheres para Prevenção e Eliminação da Violência contra as Mulheres.

Devido a necessidade da quarentena em todo o mundo, os agressores que antes trabalhavam, na maior parte do dia, estão em casa, com isso as vítimas, que antes já sofriam, estão sofrendo mais e sentem medo de pedir ajuda. As agressões são mais frequentes e duras conforme passam os dias. Além das vítimas serem agredidas fisicamente, algumas sofrem também com violência verbal, psicológica e sexual de seus companheiros.

O número de vendas de bebidas alcoólicas cresceu de uma forma drástica, e com isso, o consumo aumentou também. Infelizmente, alguns agressores se sentem mais encorajados e no direito de violentar as vítimas quando estão sob efeito do álcool. Muita das vezes, os casos são tão graves que ocorrem o crime do feminicídio.

Além de serem vítimas e sofrerem tal abuso, uma parte da sociedade culpam as mulheres e as descriminam, dizendo “é só denunciar” ou “são agredidas porque querem”, porém não é tão fácil assim. Muitas mulheres são dependentes financeiramente de seus parceiros, são traumatizadas pelos abusos, possuem sequelas psicológicas, ou até mesmo se sentem responsáveis pelas agressões.

Para ajudar as vítimas em meio a quarentena, algumas empresas criaram métodos para ajuda-las, a Magazine Luiza, por exemplo, criou um botão no app para denunciar a violência contra a mulher. Uma moradora da cidade de Oregon-EUA, estava sofrendo violência doméstica, ligou para polícia fingindo pedir uma pizza, informando seu endereço, depois de um tempo, entenderam o que estava acontecendo e a ajudaram. Em caso de violência contra a mulher, ligue 180.