Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 01/09/2020

A lei Maria da Penha foi sancionada em 2006 com o objetivo de punir atos de violência doméstica contra a mulher. Desde os primórdios da civilização humana essa cultura violenta foi cultivada, e embora séculos tenham sido passados e leis sendo aprovadas a problemática ainda persistiu. Em virtude do Sars-Cov-2 a quarentena foi implantada no Brasil, e por conseguinte intensificou as vítimas de agressões, tendo em vista as dificuldades de denúncias e também as tensões familiares.

Primeiramente, é importante ressaltar que o isolamento social dificulta o acesso à ajuda, visto que seus parceiros permanecem em domicílio a todo momento, em outras palavras vivenciam uma prisão. Além disso, vale salientar que ainda existem inúmeras cidades e instituições que não fornecem o suporte necessário. Nessa lógica, encontram-se aprisionadas, pois carecem de uma oportunidade para denunciar e apesar disso a preocupação sobre a efetividade do mesmo.

Outrossim, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública(FBSP) relatou que houve um aumento, em seis estados, de ocorrências de violência contra mulher. Diante disso, demonstrando que o distanciamento social contribuiu com tensões familiares, pois como o tempo que estão juntos aumentou significativamente há uma maior probabilidade de que ocorra desavenças e assim resultando em agressões físicas.

Portanto, é imprescindível que a mídia em parceria com ONGs se inspirem em movimentos como o sinal vermelho, desenvolvendo aplicativos que forneçam apoio e divulgando o modo de uso por meio de propagandas com o fito de estabelecer uma forma de comunicação mais dinâmica e que seja imperceptível aos olhos do agressor. Em suma, objetivando uma solução para tal mazela do Brasil.