Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 07/09/2020

Um curta publicado pela Canadian Woman´s Foundation revela um novo sinal que pode ser usado por mulheres durante chamadas de vídeo para denunciar violência doméstica. Consiste em estender a palma das mãos e formar um ‘‘quatro’’ unindo o polegar a mesma. Em seguida, é preciso abaixar todos os dedos e formar um punho durante alguns segundos. A necessidade da criação do gesto denuncia o aumento do número de violentadas pelos parceiros durante o isolamento social.

A quarentena leva milhares de pessoas a retirar-se. Com isso, mais tempo é passado com os familiares. No caso das vitimas, com o agressor. Há afirmações de que companheiros antes pacíficos tornaram-se depreciativos. Entretanto, o afastamento do convívio social não transforma essas pessoas, ao contrário, o mesmo trata de revelar o que já era existente. Dívidas, perda de emprego e uso de bebidas alcoólicas são as bases para tal afloramento por parte dos homens.

Porém, há ainda o agravamento da situação para algumas damas. Ofensores já ativos antes da pandemia caminham ao feminicidio por exemplo. De acordo com a Lei número 11.340, o poder público deve desenvolver medidas de proteção para as mulheres contra atitudes de ódio. Apesar disso, a impunidade aos ofensores traz encorajamento a esses para repetir os atos. De igual modo, a fragilidade no devido socorro as defraldadas causa insegurança por parte dessas para buscar socorro.

Com efeito, tem-se uma sociedade com companheiras marcadas pela ansiedade, síndrome do pânico, hematomas e baixa autoestima. Quando filhos presenciam as agressões, os mesmos podem se tornar adultos violentos e continuar o ciclo. Muitas vezes não há reclamação por parte das parceiras para as autoridades por medo do aumento da irritação do homem, por falta de informação ou para preservação do casamento.

Em suma, é essencial que órgãos como a Organização das Nações Unidas invistam em campanham veiculadas para todas as nações de modo a alertar a população sobre a questão da brutalidade empregada em casa. A ação levaria a uma coscientização geral para que familiares inteirados em ocorrências dessem o devido auxílio e aconselhamento para as vítimas. No caso do Brasil, deve-se criar novos meios de denúncia por parte do Governo Federal, bem como a devida aplicação da punição aos infratores. É importante também o atendimento psicológico para crianças e mulheres que conviveram com os mesmos, evitando assim possíveis danos sociais futuros, encerrando possíveis sequências do ciclo na sociedade e restaurando a saúde emocional dos afetados.