Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 07/09/2020

A agressão contra a mulher sempre foi um problema agudo, não apenas no Brasil porém ao redor do mundo, segundo a ONU em cada 10 mulheres ao redor do planeta já foram violentas em algum momento da vida . Muito pelo contrario do que se acredita, o ato de violência não se trata apenas da agressão física, na verdade ela costuma ser o ultimo caso e o mais extremo, e quando as mesmas acontecem costumam ser ser acompanhadas de ataques verbais e psicológicos.

No entanto, esse transtorno aumentou  durante a pandemia do coronavírus. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), houve aumento de mais de 50% no número de denúncias de violência doméstica desde que a quarentena começou, em março. Um dos novos fatores responsáveis por esse crescimento é dificuldade da vítima de ter contato com algum parente, o tempo prolongado que a mesma e o agressor passam juntos devido a quarentena, como também as frustrações que o isolamento causa. Em adição, por estarem envolvidas emocionalmente, muitas vezes com filhos, as mulheres dependem financeiramente do abusador ou têm dificuldade de identificar as agressões psicológicas, o que dificulta que ela tome uma atitude e quebre o ciclo de abusos.

Porém, é preciso reforçar que há modos para que esse individuo saia dessa situação, como campanhas que ocorrem na internet para quem precise de ajuda, como fazer um “x” vermelho na palma da mão para pedir socorro via vídeo conferência com algum conhecido, ou em algum estabelecimento, isso deve alertar a pessoa para que ela ligue para polícia. Outrossim, se possível procurar uma delegacia de atendimento a mulher, ou o disque denúncia 180 que é a centra de atendimento a mulher.

Logo, desta forma, é de insuma importância que o  Ministério da Mulher da Família e dos Direitos Humanos intensifique os meios de proteção as vítimas. Por exemplo, a expansão da Casa da Mulher Brasileira, espaço que unifica diversos serviços de atendimento à mulher vítima de violência, ainda tem poucas unidades no território nacional, O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) divulgue amplamente o 180, assim como, possibilitar a realização do boletim de ocorrências pelos meios digitais como aplicativos e sites.