Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 09/09/2020
Era a realidade de muitas mulheres aproveitarem o horário comercial para buscar refúgio longe de suas casas onde sofrem abusos de parentes ou companheiros. Porém, nesse período de quarentena, muitas pessoas se isolaram de suas costumeiras rotinas ao permanecerem em casa. Com isso, vítimas de relacionamentos abusivos passaram a ter um contato mais frequente com seu agressor. Como essas mulheres poderiam escapar dessa situação em momentos pandêmicos?
Em virtude de todos os relatos de agressão, muitas empresas entraram na causa de ajudar estas mulheres. Uma das empresas foi a Magazine Luiza que possui uma aba de denúncias em seu aplicativo. Muitas mulheres são controladas ao extremo por outras figuras em sua própria casa, nem mesmo tendo a privacidade de fazer ligações comprometedoras como para a polícia, com isso, em busca de maior compreensão, muitas mulheres inventaram sinais e palavras chave para relatar que algo está errado e que deveriam chamar a polícia para ajudá-la. Palavras e sinais que poderiam ser utilizados em reuniões virtuais, por exemplo.
De acordo com o site Hypeness, “a cada dois minutos, cinco mulheres são espancadas no Brasil." Mesmo ao passar por constantes agressões com risco de morte, algumas mulheres evitam denunciar com medo de retaliação do agressor e ao agressor. Elas se sentem, muitas vezes, culpadas pelas situações que se encontram e, no final de tudo, não desejam mal ao agressor. Porém outras sentem tanto medo do sistema de segurança não protegê-la corretamente que acabam não denunciando.
Portanto, é de suma importância que Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos em conjunto com outros órgãos crie projetos de padronização de segurança pós denúncias como acompanhamento psicológico e habitação em hotéis. O Ministério da Justiça e Segurança Pública também poderia promover farmácias e mercados como locais de ajuda já que são estabelecimentos essenciais.