Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 09/09/2020

O isolamento social proporcionado pela pandemia, causou um maior aproximamento de pessoas que convivem em um mesmo ambiente, e por motivos de estresse, ansiedade, e muitas outras razões, a violência contra a mulher aumentou drasticamente. Ou seja, a mesma medida de segurança que salva a vida de milhões de pessoas, dá fim à de outras milhares.

Estando em casa continuamente, fazendo de seu lar um local de trabalho, e tendo de resolver as mais diversas situações que surgem simultaneamente, ocorrerão eventuais discussões, que, saindo do controle, podem gerar efeitos catastróficos. Sem ter para onde ir para “esfriar a cabeça”, um agressor pode sentir-se ainda mais impulsionado a cometer violência contra a mulher, a qual vê-se com recursos reduzidos para pedir socorro.

Outro ponto é de que, agressores habituais terão maiores chances de cometer a violência. Isso marcará as vítimas de forma mais profunda do que se imagina, pois mesmo após o confinamento, seu psicológico estará abalado com tais atos ou dizeres, de forma que lhe faltará coragem para denunciá-lo às autoridades mesmo que as oportunidades mostrem-se mais acessíveis.

Por esses fatores apresentados, o governo, deve garantir apoio psicológico online, contínuo e gratuito, ou por valor acessível, a casais e famílias em isolamento, feito por profissionais da área. Além disso, outras formas simples e discretas de denúncia, como aplicativos, por exemplo, deverão ser apresentadas em todos os horários e meios de comunicação. O apoio prestado a essas mulheres deverá ser assíduo e de fácil acesso, como por chamadas de vídeo e salas bate-papo online. Também é importante que as mulheres tenham acesso a alertas das mais diversas formas de violência, a qual elas podem estar enfrentando sem saber. Dessa forma, a tensão poderá ser aliviada e as mulheres vítimas de violência doméstica receberão apoio e instruções de como agir.