Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 13/09/2020

Ao observar o cenário atual, é possível perceber que além do corona vírus outros problemas estão somando-se e indo de encontro à obra “Utopia” de Thomas More, escritor inglês, em que é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos. Em defluência, o debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena deve assomar-se, haja vista que há o aumento desses casos bem como o descaso de políticos para esse assunto.

Em primeiro plano, é indispensável pontuar que a pandemia não é responsável pela violência doméstica. Porém, esta pode ser uma concessão imediata de mulheres que têm relacionamentos violentos e convivem mais com seus parceiros em um cenário de ameaça. Segundo o site AgênciaBrasil, os casos de feminicídio aumentaram 22% desde o início da quarentena. Vale dizer que poucos meios de comunicação estão noticiando esse assunto, por conseguinte “enterram-no” e acabam passando despercebidos.

Ademais, é imperativo ressaltar que a baixa atuação dos setores governamentais, no que refere-se à criação de mecanismo que coíbam tais recorrências, adiciona-se como impulsionador da agressividade em casa. O Brasil possui o segundo legislativo mais caro do mundo, perdendo apenas para os EUA, ainda assim um bom trabalho não é desempenhado pelos parlamentares, inclusive acabam beneficiando os agressores com políticas pouco rígidas.

Portanto, é evidente que ainda há barreiras para a solidificação de politicas que visem a construção de um país melhor. Logo, necessita-se, urgentemente, que o governo federal em parceria com os governos estaduais crie programas e leis que combatam a violência doméstica e enrijeçam as punições aos bárbaros que o praticam, além de estimular a propagação dessas medidas na mídia. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo desse problema, e a coletividade alcançará a Utopia de More.