Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 11/09/2020
Desde que as medidas de isolamento social, para quem pode ficar em casa, entraram em vigor, um triste número também começou a subir nas estatísticas, e não de casos da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Foram o de denúncias de violência doméstica, a realidade de avanço nos casos aconteceu em todo o mundo. Tal fato, evidencia a persistência do machismo e a omissão da população para com a problemática.
No ano passado, o Maranhão, localizado no Brasil, registrou 52 casos de feminicídio, de acordo com dados do Departamento de Feminicídio da Polícia Civil. Em 2018, foram 46 e em 2017, 51 casos. De acordo com uma análise criminológica da Polícia Civil, dos casos ocorridos em 2018, foi constatado que 57% dos crimes aconteceram dentro da casa da vítima, 84% foram cometidos por parceiros ou ex-parceiros (o chamado feminicídio íntimo) e 50% dos crimes foram cometidos por arma branca.
A princípio, vale destacar que o Brasil ainda apresenta ideologias arcaicas como o machismo. Tal pensamento propaga a submissão do gênero feminino e a permissão do uso da violência quando “necessário”. A população, influenciada por ideologias machistas, mostra-se em muitos casos apática para com a situação. Apesar do aumento dos casos, as autoridades acreditam que não são totalmente verídicos, tendo em vista que muitas mulheres encontram-se em estado de vulnerabilidade e incapazes de denunciarem.
Logo, o Ministério da Educaçao, fornecedor de ferramentas essenciais à educação de qualidade, juntamente a Delegacia da Mulher, deve promover a valorização da figura feminina como forma de combate ao machismo e a violência. Tal ação deve ocorrer por meio das instituições de ensino, mediante debates, eventos, seminários e oficinas que visam combater ideologias patriarcais. Dessa forma, seja possível a formação de uma sociedade consciente do seu papel e a minimização dos índices como do estado do Maranhão.