Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 14/09/2020

De acordo com a Constituição, promulgada em 1988, todos são iguais perante a lei,tendo direito a vida, a liberdade e a segurança. Entretanto, a violência física e psicológica sofrida pela mulher diariamente, causa de uma pré concepção machista imposta à sociedade historicamente que emprega a mulher como um ser inferior e incapaz contribui para uma ideia errônea que enxerga a prática da violência doméstica como cabível. Além disso, a pandemia e a quarentena vivida hoje pela população tem, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, contribuído para o aumento de ocorrências de violência doméstica no Brasil. Por isso, são necessárias mudanças que possam reverter esse quadro.

Historicamente,a mulher era vista pela sociedade como uma mercadoria,uma propriedade,que tinha a única função gerar filhos,e que não deveria ter opiniões e nem direitos.Com o passar do tempo,essa ideia incabível foi superada.Entretanto,percebe-se a permanência de atos que inferiorizam a mulher até hoje.Por isso,fez-se necessária a criação da lei Maria da Penha,que visa os direitos da mulher e penaliza crimes como a violência doméstica,psicológica e sexual.

Apesar disso,é notável que a violência contra a mulher não foi vencida ou diminuída,pelo contrário,os casos se agravaram,transformando o Brasil em um dos países com maior número de feminicídio no mundo.Situação que se agravou ainda mais com a quarentena,que força as pessoas a permanecerem em um mesmo ambiente por um longo período de tempo,aumentando o estresse e os conflitos,podendo gerar violência.

Portanto,a fim de conter o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena,faz-se necessário que o Estado,junto aos meios de comunicação,informem a população a que autoridades recorrer nesses casos,por meio de propagandas e textos informativos que estimulem a vítima a denunciar seu agressor,além de disponibilizar autoridades que garantam sua segurança,assim garantindo que todas as vítimas de violência domestica sintam-se seguras e encorajadas a se tornarem livres de novo.